Alcinopolis. Domingo, 19 de Novembro de 2017. Boa Noite!

Política

Agropecuarista de MS recebia e distribuía propina, diz Lúcio Funaro em delação

Uma nova delação é o principal assunto na política brasileira e Mato Grosso do Sul tem lugar de destaque. Nela, o doleiro Lúcio Funaro cita um agropecuarista do estado como a pessoa que recebia e distribuía a propina. Ivanildo da Cunha Miranda, ex-operador das campanhas de André Puccinelli e de Reinaldo Azambuja, teria intermediado uma operação para agilizar um empréstimo milionário de um frigorífico com a Caixa Econômica Federal. (veja o que dizem os citados na delação no fim desta reportagem)

Em mais de 13 horas de depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o doleiro Lúcio Funaro relatou vários casos de corrupção. Um deles envolve o empresário Ivanildo da Cunha Miranda, que tem negócios em Mato Grosso do Sul. Em 2012, uma operação na Caixa Econômica Federal liberou R$ 350 milhões para a empresa Marfrig, que pertence ao empresário Marcos Molina. De acordo com Funaro, 3%, equivalentes a R$ 10,5 milhões, foram pagos como propina para várias pessoas.

“Quem recebeu propina nessa operação? Eu, o Geddel, o Eduardo Cunha e a pessoa que me apresentou ao Marcos Molina, que chama Ivanildo Miranda. - 'Daonde' é esse cara? - Do Mato Grosso do Sul. - Quem é ele? - Quem me apresentou ele foi o Joesley. ”

Nesta operação, Ivanildo teria ficado com R$ 1,5 milhão. “- E o senhor pagou pro Ivanildo? - Paguei um milhão e meio de reais pra ele. O Marcos Molina pagou direto pra ele. - O Marcos Molina pagou direto pra ele? - Mandei descontar da minha conta. - Quanto que ele pagou? - Um milhão e meio. - E como é que ficou decidida essa propina com o Marcos Molina? - Eu sentei e acertei com ele. ”

Essa não é a primeira vez que o empresário Ivanildo da Cunha Miranda é citado. De acordo com a Polícia Federal (PF), ele foi alvo de buscas na quarta fase da operação Lama Asfáltica, que apura desvio de recursos públicos do governo do estado entre 2011 e 2014, quando André Puccinelli era governador. No depoimento à Procuradoria-Geral da República, Lúcio Funaro também disse que Ivanildo era o operador de crédito para Joesley Batista em Mato Grosso do Sul.

Na delação feita em maio de 2017, Joesley Batista disse que Ivanildo recebeu R$ 5 milhões da JBS em um esquema de emissão de notas fiscais frias. O esquema teria beneficiado outras pessoas de Mato Grosso do Sul, entre empresários e políticos.

Além do escritório, Ivanildo tem várias empresas em Mato Grosso do Sul. Ele é dono de uma distribuidora de bebidas em Corumbá.

 

O que dizem os citados

 

Por telefone, o advogado de Ivanildo, Newley Amarilha, disse que vai se manifestar quando tomar conhecimento oficial do que disse Lúcio Funaro na delação.

TV Morena tentou falar com Ivanildo da Cunha Miranda por meio de dois números de celulares, mas a ligação caiu na caixa postal. No escritório de Ivanildo, em Campo Grande, o funcionário disse que o empresário não estava no local.

Por meio de nota, a Marfrig informou que o assunto tratado na delação é uma questão antiga, já investigada e esclarecida pela empresa às autoridades. O empréstimo tomado em 2012 foi feito sob condições e taxas de mercado e os valores foram pagos integralmente pela empresa. Os únicos honorários repassados à Vizcaya Holding ou qualquer outra empresa ligada a Funaro totalizaram R$ 617 mil, valor auditado e informado às autoridades competentes.

G1/MS

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