Alcinopolis. Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018. Bom Dia!

Campo Grande

Festival do Chamamé começa hoje com 5 dias de festa e homenagem a Zé Corrêa

Segunda edição do evento tem 3 vezes mais músicos convidados que no ano passado e 82 apresentações no total

Primeira edição do evento aconteceu em abril, com dois dias de eventos. (foto: Divulgação)

Primeira edição do evento aconteceu em abril, com dois dias de eventos. (foto: Divulgação)

 

A 2ª edição do Festival do Chamamé começa hoje, 19, no Dia Estadual do Chamamé. É o Brasil integrando ao Paraguai e Argentina,

em 5 dias de evento e um número quase 3 vezes maior de músicos que no ano passado.

A entrada é franca e a programação percorre 3 pontos de Campo Grande: auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Praça do Rádio Clube e Palácio Popular da Cultura.

''Acho importante destacar nomes como a Compañia de Danza Taborda, de Asunción, que tem como diretor o Cristyan Quiroz, que já foi vencedor mundial de tango, por exemplo'', comenta ele.

concurso de dança é uma das novidades desta edição. ''Temos  60 casais inscritos, e o concurso acontece no domingo. Os dois estilos inclusos na etapa são o chamamé e a polca''.

Ainda segundo Márcio, como o festival vem ganhando proporções maiores, chamou atenção de autoridade dos países vizinhos,

que querem incluir o evento sul-mato-grossense na agenda do maior festival do estilo, o Corrientes.

 

Compañia de Danza Taborda, de Asunción, é um dos destaques da programação. (foto: Acervo Pessoal)
Compañia de Danza Taborda, de Asunción, é um dos destaques da programação. (foto: Acervo Pessoal)

O homenageado do ano é o percursor do estilo, o acordeonista nioaquense Zé Corrêa, que tocou por 10 anos, lançou quase 40 álbuns e compôs 72 músicas.

Zé fez história sem nunca ter tido um professor que o ensinasse a tocar qualquer instrumento, e que aos 15 anos já era um exímio músico.

A homenagem principal será no dia 21, no Palácio Popular da Cultura, em show com ''músicos do Estado, do Paraguai e da Argentina,

ao mesmo tempo em que grupos de dança se apresentam, e uma performance criada para prestar homenagem ao precursor do chamamé no Estado,

construindo a trajetória da cultura que territorializa o Mato Grosso do Sul pelas raízes de uma sonoridade identitária'', explica Márcio.

A abertura oficial do evento acontece hoje, às 13h30, no Auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), com a Embajada de Villa Guilhermina,

da província de Santa Fé, na Argentina. O evento parte para a Praça do Rádio Clube a partir das 16h com a Feira Gastronômica, e a presença dos músicos como

Peão Pantaneiro e Neguinho Berranteiro, do interior do Estado, que apresentam o Som do Berrante.

De Campo Grande, Castelo e Grupo tocam a partir das 17h30, assim como Los Norteñitos del Chamame,

o Maestro Filipin y Trio Los Dimantes del Paraguay, e o Grupo Acaba, referência em Mato Grosso do Sul, toca às 20h50.

Zé Corrêa é homenageado da vez. (foto: Divulgação)
Zé Corrêa é homenageado da vez. (foto: Divulgação)

O músico Moacir Saturnino de Lacerda, do Acaba, adianta a exclusiva apresentação programada para acontecer na abertura do evento, batizada de Chama da Paz na América do Sul.

Para ele, o chamamé é a grande cultura do povo Guarani e as nacionalidades que permeiam essa descendência ''nos une com os povos do Paraguai e Argentina''.

A Chama da Paz é fruto de um estudo dos 150 anos de paz na América do Sul, pós guerra da Tríplice Aliança, uma forma de enaltecer a cultura em comum,

a alegria e a paz. Juntos dos músicos pantaneiros estarão também atores, que realizam, em conjunto, um emocionante espetáculo cênico. 

''Na música de Ciranda Panteira quem está conosco é o grupo Camalote, que vem desenvolvendo um grande trabalho na área das manifestações folclóricas de Mato Grosso do Sul.

Já na música Cambaracê, que significa 'choro negro', seis atores e dançarinos negros, que fazem parte do Grêmio Recreativo Escola de Samba Deixa Falar, emocionam a todos quando

remetem a Retirada da Laguna, onde 137 homens com cólera, sendo a maior de negros que lutaram na Guerra, e que ficaram abandonados para serem vitimados pelo Exército Guarani'', pontua.

E para finalizar a apresentação do Acaba, na música Kananciue, seis etnias indígenas fazem suas interpretações teatrais. ''Vamos ter a música pantaneira como alma dos povos guaranis'',

finaliza Moacir. Para conferir toda a programação do evento acesse o link a seguir http://www.chamamems.com.br/.

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Grupo Acaba faz grande apresentação no primeiro dia do festival, a partir das 20h50. (foto: Acervo Pessoal)
Grupo Acaba faz grande apresentação no primeiro dia do festival, a partir das 20h50. (foto: Acervo Pessoal)

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