Sport Club Internacional
Publicado em: 20/11/2008 - 00:00:00
Fundação: 4 de abril de 1909 Porto Alegre-RS
Estádio: Beira-Rio
Capacidade: 56 mil pessoas
Presidente: Vitorio Carlos Piffero
Site oficial: www.internacional.com.br
Os irmãos Henrique, José e Luís Poppe chegaram a Porto Alegre em 1908, vindos de São Paulo, dispostos a ganhar a vida e, nas horas vagas, freqüentar algum clube. A primeira missão aconteceu sem contratempos. Difícil foi, para três forasteiros, serem aceitos em alguma agremiação. De tanto”não” que escutaram, os rapazes tomaram outro caminho: decidiram eles mesmos fundar um clube, que seria aberto tanto a brasileiros como a estrangeiros, indiferentemente. Seria, portanto, internacional. O Sport Club Internacional. A dúvida entre a cor a ser adotada – vermelho ou verde – foi resolvida pelo carnaval porto-alegrense de 1909. Na disputa entre os blocos Venezianos e Esmeraldinos, os primeiros, que vestiam vermelho, saíram campeões. E, não sem certa polêmica, aquela virou a cor predominante do novo clube.
Não tardou para que o Internacional ganhasse mais e mais adeptos e, aos poucos, brigasse de igual para igual com outros clubes da cidade como o Grêmio. A primeira vitória sobre aquele que se tornaria o grande rival veio em 1915, uma goleada por 4 x 1. No ano seguinte, veio outro passeio: uma apresentação inacreditável de Vares, que marcou os seis gols da vitória por 6 x 1. Instalado na Chácara dos Eucaliptos, o time venceu cinco títulos metropolitanos seguidos – entre 1913 e 17 – e preparou o terreno para encarar equipes de todo o Estado no Campeonato Gaúcho, que teve início em 19. Os primeiros títulos ficaram com o Grêmio e com as duas equipes de Bagé (Grêmio e Guarany). Foi em 27 que o Inter chegou pela primeira vez ao topo do Rio Grande do Sul: com dois gols do ídolo Barros, o Colorado derrotou o Grêmio Bagé por 3 x 1.
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| Colorado na década de 40, o famoso time conhecido como "rolo compressor" |
Campeão gaúcho pela primeira vez, o clube esteve a ponto fechar as portas no ano seguinte, 1928, quando os proprietários do terreno da Chácara dos Eucaliptos decidiram vendê-lo. O Internacional não se interessou na compra e viveu um período de incerteza quanto a seu futuro. Mas acabou sendo proveitoso: o Inter fez uma campanha de arrecadação e conseguiu comprar seu próprio terreno. Em 15 de março de 31, era inaugurado o Estádio dos Eucaliptos, para 10 mil espectadores. E sua história começou da melhor maneira possível: com uma vitória por 3 x 0 sobre o Grêmio. Foi o momento mais marcante dos anos 30, que foram dominados pelos rivais gremistas. A torcida precisou esperar alguns anos mais antes de viver uma dinastia colorada. Ela chegou junto com a década de 40. A linha de ataque
formada por Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos se juntava à força defensiva de Alceu e Nena. Estava montado o “Rolo Compressor”, que tomou de assalto os anos 40, com o hexacampeonato 40-45 e outros dois títulos em 47 e 48.
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| Atacante Bodinho, do Inter |
A geração do “Rolo Compressor” passou, mas o início dos anos 50 não foi muito diferente: sob o comando do técnico Francisco Duarte Junior, o Teté, o time foi tetracampeão entre 50 e 53, graças em boa parte aos gols de Bodinho e Larry. Nesse período, o Internacional foi a base da Seleção Brasileira que conquistou seu primeiro título internacional, o Pan-Americano do Chile, em 52. Na edição seguinte, em 56, sete titulares da equipe campeã eram colorados, além do técnico Teté. Na final, uma goleada sobre a Costa Rica por 7 x 1, só deu Inter: três gols de Larry, três de Chinesinho e um de Bodinho. Já não havia dúvidas de que o Inter pertencia à elite do futebol do Brasil. Faltava era um palco para equipes fora do eixo Rio-São Paulo brilharem, e isso só aconteceria em meados da década seguinte. Em 67, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa – até então restrito a paulistas e fluminenses - foi aberto a dois clubes do Rio Grande do Sul, dois de Minas Gerais e um do Paraná. A estréia do Internacional deixou claras suas intenções: o time foi vice-campeão, atrás apenas do Palmeiras.
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| Figueroa e Falcão no imbatível time do Inter |
As tantas glórias da década de 70 serviram para o Internacional ter ainda mais certeza de que o caminho para o sucesso constante passava por investimento nas categorias de base. Dessa maneira foi forjado o grupo tricampeão gaúcho entre 81/83. E o reconhecimento foi tanto que, para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, simplesmente Seleção Brasileira inteira era formada por atletas do Inter; todos os 11 titulares. A “Sele-Inter” de Dunga, Kita, Aloísio, Mauro Galvão, Luís Carlos Winck e Milton Cruz voltou com a medalha de prata. Foi o último ano de títulos antes de uma entressafra que cruzou o restante da década de 80 e só foi terminar no começo dos anos 90.
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| O sério zagueiro Célio Silva |
Apesar do enorme sucesso da equipe dos anos 70, ainda faltava ao clube o sucesso que justificasse seu nome – Internacional. No século 21, a fábrica de craques do Beira-Rio funcionou de forma incessante para que isso fosse possível. A quantidade de talentos revelados era incrível: o time campeão gaúcho de 2002 já tinha Diogo Rincón e Fábio Pinto. Chegou o bicampeonato em 2003, desta vez com a habilidade de Daniel Carvalho e Nilmar abrindo alas.
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| Fernandão foi o capitão na conquista da Libertadores de 2006 |
O futebol europeu acabava levando esses talentos, mas o Internacional sabia o que fazer com essa verba e, o principal, não deixava de revelar mais e mais nomes. Já tetracampeão gaúcho, no contestadíssimo Campeonato Brasileiro de 2005 - que teve escândalo de arbitragem e decisões no mínimo controversas contra o Inter diante do Corinthians -, Rafael Sobis, Tinga, Fernandão e companhia ficaram com o vice-campeonato.
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| Gabiru fez o gol decisivo no Mundial |
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| Alexandre Pato foi a última grande revelação do Internacional |
*Atualizado em 10 de junho de 2008
























