Dagoberto e Waldir somam 32 faltas no ano
Publicado em: 22/12/2008 - 23:09:38
Dos deputados federais de Mato Grosso do Sul, Dagoberto (PDT) e Waldir Neves (PMDB) são os que acumularam a maior quantidade de faltas nas sessões deliberativas da Câmara Federal em 2008. O levantamento sobre a assiduidade dos parlamentares foi realizado pelo Congresso em Foco a partir de dados oficiais da Secretaria Geral da Mesa e considera o período de 11 de fevereiro e a 11 de dezembro. O pedetista e o peemedebista têm volume de faltas superior ao índice médio nacional.
Em 2008, os 513 deputados acumularam 7.643 faltas nas sessões destinadas a votação. A média é de 14,89 faltas por parlamentar. Em número relativo, a média de ausências no plenário foi de 16% – conforme o Congresso em Foco, esse índice está mais de dois pontos percentuais acima dos 13,88% registrados em 2007. Das 7.643 ausências, 1.666 não foram justificadas pelos políticos.
O aumento no número de faltas às sessões deliberativas se relaciona, sobretudo, às eleições municipais. De acordo com o levantamento, os 84 deputados que foram candidatos a prefeitos e vice-prefeitos estiveram ausentes em 20% das sessões deliberativas, enquanto os demais parlamentares mantiveram a média de faltas em 15%. Os concorrentes à prefeitura somaram 1.555 faltas. Dessas, 1.159 foram justificadas.
Em números absolutos, pela ordem decrescente, os deputados mais faltosos em 2008 foram: Alberto Silva (PMDB-PI), Carlos Wilson (PT-PE), Custódio Mattos (PSDB-MG), Nice Lobão (DEM-MA), Ciro Gomes (PSB-CE), Sandro Mattos (PR-RJ), Enio Bacci (PDT-RS), Dr. Pinotti (DEM-SP), Abelardo Camarinha (PSB-SP) e Silas Câmara (PSC-AM). Com exceção de Abelardo e Silas, os outros faltaram a pelo menos metade dos trabalhos em plenário.
Parlamentar mais idoso de todo o Congresso, com 90 anos, Alberto Silva não participou de 83 das 96 sessões deliberativas realizadas no período pesquisado, ou seja, faltou a 86,5% das reuniões realizadas no plenário. O peemedebista, no entanto, justificou 75% das ausências. Ele também aparecia como o mais faltoso nos últimos dois levantamentos.
Mato Grosso do Sul
Nenhum deputado federal por Mato Grosso do Sul saiu candidato nas eleições municipais deste ano. Apesar disso, os sete parlamentares sul-mato-grossenses tiveram, juntos, 78 faltas em sessões deliberativas.
Os mais ausentes foram Dagoberto e Waldir Neves, com quantidade idêntica de faltas: 16. A situação de Dagoberto é mais complicada, por não ter justificado cinco das 16 faltas. Waldir Neves deixou de justificar uma ausência.
Na seqüência, aparecem: Antônio Carlos Biffi (PT), com 14 faltas, sendo quatro não justificadas; Vader Loubet (PT), com 13 ausências, das quais três sem justificativas; Waldemir Moka (PMDB), que faltou 11 sessões e não justificou uma; Nelson Trad (PMDB), com cinco faltas, sendo que duas não foram justificadas; e Geraldo Resende (PMDB), que esteve ausente três vezes e não apresentou justificativa para uma dessas faltas.
No bolso
As ausências têm custo em dinheiro para os parlamentares. Quem deixa de participar de todas as sessões deliberativas, tem desconto proporcional na remuneração – hoje, o salário de um deputado federal é de R$ 16.512,09. Os deputados que justificarem posteriormente suas ausências, no entanto, têm direito a reembolsar o valor descontado. E isso eles podem fazer até o último dia do mandato, ou seja, até 31 de janeiro de 2011.
Os deputados que faltam a mais de um terço das sessões estão sujeitos à perda do mandato, segundo o artigo 55 da Constituição. No entanto, se o parlamentar, com essa incidência de faltas, realizar as justificas afugenta o risco de perder o mandato.
fonte: midia max

















