São Paulo Futebol Clube
Publicado em: 21/02/2009 - 00:00:00Fundação: 16 de dezembro de 1935
São Paulo-SP
Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)
Capacidade: 80 mil pessoas
Presidente: Juvenal Juvêncio
Site oficial: www.saopaulofc.net
Entender como começou o São Paulo não é tarefa assim tão fácil. Não adianta querer resumir a história com ternura, como “fulano, sertano e alcatrano se juntaram, cada um escolheu sua cor preferida e assim nasceu o Tricolor”. Não.
Era começo do século XX, e nessa época as coisas eram enroladas. A trama essencial do enredo é a seguinte: em 1900, foi o fundado o Clube Atlético Paulistano (cujas cores eram branco e vermelho), time do mítico Friedenreich, equipe que ganhava tudo nas ligas amadoras das três primeiras décadas do século. Só que o clube não queria saber de profissionalizar seus jogadores e, então, decidiu acabar com o departamento de futebol. Outro clube, o Associação Atlética das Palmeiras (que era alvinegro), resolveu fazer o mesmo. Em 1930, órfãos dos dois lados se juntaram para criar o São Paulo da Floresta – com o vermelho, o branco e o preto como suas cores.
O time que reunia dois dos maiores nomes da Proto-História do futebol brasileiro - Friedenreich e Araken Patuska – conseguiu seu primeiro título paulista em 1931 e fez história outra vez em 1933, quando venceu o Santos por 5 x 1 na primeira partida profissional de futebol do Brasil. Só que, como sempre, apareceu o dinheiro para complicar as histórias. Por causa de uma dívida, o São Paulo da Floresta teve que se fundir ao Tietê e finalmente, em 14 de maio de 1935, foi dissolvido. Só que a semente já estava plantada: 20 dias depois, em 4 de junho, um grupo de ex-sócios do São Paulo da Floresta assinou a criação do Clube Atlético São Paulo. Em 16 de dezembro daquele ano, o nome foi alterado para São Paulo Futebol Clube – e aqui sim começa de verdade nossa história.
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| Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", faz o primeiro gol de bicicleta da história |
Ainda levou um tempo até que a versão definitiva do clube engrenasse, mas, quando isso aconteceu, foi para realmente passar a fazer companhia aos grandes Corinthians e Palestra Itália. Três fatos foram essenciais para isso: a fusão com ainda outro clube, o Estudante Paulista, em 1938; o arrendamento do estádio do Canindé e, em 1942, a primeira grande contratação de sua história. Por inimagináveis 200 contos de réis, com fama de “bonde” que já havia passado por sua melhor fase, chegou Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”. Se o melhor momento de sua carreira já havia passado ou não, pode-se até discutir, mas o fato é que, com o atacante, o Tricolor foi campeão paulista cinco vezes naquela década: em 1943, 45, 46, 48 e 49. Nas três últimas conquistas, contando com aquela que talvez tenha sido a linha média mais famosa do nosso futebol: os “Três Mosqueteiros” Rui, Bauer e Noronha.
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| Equipe do São Paulo no Paulista de 1957 |
Foi bom aproveitar, porque o que se seguiu foi um jejum que fez do clube mais assunto entre o pessoal da engenharia civil do que o do futebol. A primeira etapa da construção do Morumbi foi inaugurada em 2 de outubro de 1960: vitória por 1 x 0 sobre o Sporting de Lisboa. Mas só dez anos e 70 milhões de dólares depois é que o sonho realmente virou realidade. Em 1970, a obra foi concluída.
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| Os ídolos tricolores Careca e Pedro Rocha |
As coisas estavam ficando claras: o São Paulo era um dos grandes times do Estado e aquele com o maior estádio particular do mundo. Legal. Mas, estar na elite do futebol paulista ainda parecia ser pouco. Quando o Campeonato Brasileiro passou a existir, foi a vez de o time alçar vôos maiores, que foi o que aconteceu a partir da década de 70. Depois de dois vice-campeonatos – em 71 e 73 -, o título inédito chegou em 1977, em Belo Horizonte, na disputa de pênaltis. O Atlético-MG até que tinha mais time, mas o São Paulo tinha a garra de Chicão e os gols de Serginho Chulapa. Foi o primeiro passo para ter uma imagem de vencedor em todo o País. A década de 80 se responsabilizaria pelos passos seguintes: Oscar, Darío Pereyra, Falcão e os “Menudos” Careca, Silas, Müller e Sidney. Montar esquadrões virou praxe, e o bicampeonato brasileiro em 1986 deixou isso bem claro.
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| Telê Santana foi bicampeão mundial |
Só que o auge do sucesso internacional do São Paulo coincidiu com o crescimento rápido e descontrolado da tendência exportadora do futebol do Brasil: todo craque que se destacava aqui, imediatamente virava negócio para Europa.
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| Kaká em ação pelo São Paulo |
Quando essa tendência deixou de ser tendência para ser a realidade do Brasil, o São Paulo foi o clube que melhor se adaptou: a fama passou a ser a de conquistar jogadores que atuam na Europa para se recuperar no CT bem equipado e a de contratar bem dentro das possibilidades do mercado. Veio o tri da Libertadores em 2005, coroado com um título daquele que agora era o Mundial de Clubes, contra o Liverpool – o auge da geração que tem como ícone maior o goleiro-artilheiro Rogério Ceni. Em 2006, 2007 e 2008, mais três títulos nacionais, para chegar a 6. A fama de clube organizado evoluiu: agora mais do que nunca, a imagem do São Paulo no Brasil é de time vencedor.
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| Rogério Ceni conquistou uma Libertadores, um Mundial e três Brasileiros |
*Atualizado em 22 de janeiro de 2009























