Tecnologia x Corrupção: quem vence?
Publicado em: 16/02/2010 - 00:00:00De um lado, os aparelhos cada vez mais sofisticados – fruto dos avanços das pesquisas tecnológicas na área de imagem e som. Na outra ponta, os incorrigíveis homens da vida pública – cada vez mais ousados na “arte” de levar vantagem pessoal através da corrupção.
Nos últimos anos, a opinião pública tem se acostumado a deparar com cenas na TV, até então admitida apenas em obras de ficção. Políticos e agentes de administração pública, em todos os níveis, flagrados dando ou recebendo dinheiro - por ação ou omissão conivente - que acaba lesando município, Estado e União.
Os casos conhecidos e mostrados em vídeos já somam dezenas, mas vale recordar: dos deputados de Rondônia (exigindo propina para votar com o Governador Ivo Cassol), o caso do Valdomiro Diniz (que detonou a CPI dos Correios e desbancou o esquema do Mensalão) e, agora, esse escabroso episódio do Governador Arruda (que escancarou o Mensalão no DF).
A praga da corrupção está acima dos dogmas religiosos e das ideologias partidárias: Maomé e Karl Marx – por exemplo - ficariam corados com as façanhas de seus “seguidores”.
Aqui, na doce terra de Cabral, o jeitinho da corrupção acostumado ao clima propício, terá que ser repensado, sob pena de não sair das manchetes dos jornais.
Os anúncios da parafernália eletrônica a preços cada vez mais baratos, acabam despertando a imaginação de muita gente. Câmeras minúsculas, disfarçadas em canetas e isqueiros, por exemplo, são capazes de captar imagens de boa qualidade que podem ser usadas como denúncias ou simples extorsão. Depende...
As cenas de corrupção mostradas na televisão têm duplo papel: além de denunciar o crime, acabam ensinando o chamado “pulo do gato”. É mais ou menos o que ocorre no noticiário envolvendo seqüestro de pessoas, onde não falta candidato a aprendiz. Mas voltando ao mote do texto: corruptor e corrupto terão que redobrar o cuidado não só na hora de se combinar a propina, bem como na hora da entrega da mesma. Ficar longe das câmeras indiscretas será uma missão cada vez mais difícil. E conseguirá o brasileiro arrumar outro jeitinho? É esperar... Manoel Afonso
















