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MPF denuncia ex-senador Delcídio do Amaral por fraude na compra de refinaria em Pasadena

MPF denuncia ex-senador Delcídio do Amaral por fraude na compra de refinaria em Pasadena

MPF denuncia ex-senador Delcídio do Amaral por fraude na compra de refinaria em Pasadena

O ex-senador Delcídio do Amaral foi denunciado nesta segunda-feira (18), pelo Ministério Público Federal. De acordo com os procuradores da Força-Tarefa da Operação Lava Jato, ele teria envolvimento em irregularidades na compra de uma refinaria de petróleo feita pela Petrobras, em Pasadena, nos Estados Unidos.

Além de Delcídio, o MPF denunciou outras 10 pessoas no mesmo caso. Agora, caberá ao juiz Sérgio Moro decidir se aceita ou não a denúncia contra eles. Se aceitar, eles passam a ser considerados réus e começam a responder a um processo criminal referente ao caso.

De acordo com a denúncia, as investigações do caso mostraram que a empresa Astra Oil pagou US$ 15 milhões em propinas para ex-funcionários da Petrobras ajudarem no contrato de compra da refinaria. A estatal brasileira adquiriu 50% da plana norte-americana, por um preço considerado excessivamente acima do estabelecido no mercado.

Os procuradores afirmam que a fraude gerou prejuízo à Petrobras, não só pelo preço mais caro, mas também porque a refinaria não atendeu aos requisitos de produção que eram esperados.

Além do ex-senador, a lista de denunciados conta com um ex-executivo da Astra Oil, três operadores financeiros e seis ex-funcionários da Petrobras. O grupo foi denunciado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Nesse esquema, Delcídio do Amaral foi um dos beneficiários da propina, segundo o MPF.

A denúncia também pede a devolução de US$ 17 milhões aos cofres da Petrobras, além de outros US$ 34 milhões em multas.

 

Delator

 

O ex-senador Delcídio do Amaral se tornou delator da Operação Lava Jato, após indicar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha pleno conhecimento da suposta compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Essa compra foi o que motivou a prisão em flagrante do político, que ainda exercia o mandato parlamentar na ocasião.

 

Depois da delação, o MPF de Brasília acabou denunciando Lula por suposta ingerência no caso. No entanto, em setembro deste ano, a Procuradoria decidiu pedir à Justiça que inocentasse o ex-presidente. Para os procuradores, Delcídio agiu em interesse próprio, para tentar manter Cerveró calado.

No mesmo pedido, os procuradores indicaram que Delcídio deveria perder os benefícios que ganhou no acordo de delação premiada. Entre eles, estava o fato de seguir sem ser preso.

Ainda não há uma sentença nesse caso.

Por Samuel Nunes, G1 PR, Curitiba

18/12/2017 17h33  Atualizado há 12 horas

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