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Saúde

Mulher morre após cirurgia para reduzir estômago

Jurema deixou uma filha...

Mulher morre após cirurgia para reduzir estômago

Mulher morre após cirurgia para reduzir estômago

Jurema Cristina Pereira de Lima, de 29 anos, morreu após fazer uma cirurgia para redução de estômago. A morte aconteceu na última segunda-feira (9), no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da Clínica Campo Grande.

O marido dela, o encarregado administrativo José Alexandre Gomes, de 29 anos, procurou a imprensa para fazer um alerta para as pessoas que não estão felizes com o peso e desejam fazer a cirurgia de redução de estômago.

Jurema deixou uma filha de quatro anos. José comenta que a esposa tinha conhecido várias pessoas que tinham feito a cirurgia que também tiveram algumas complicações após a cirurgia e depois melhoraram e tiveram uma vida considerada normal. Trabalhavam e realizaram vários projetos.

Especialista em gastroenterologia e cirurgia do aparelho digestivo, o médico Fabio Molinari pediu vários exames para a paciente em seu consultório e depois realizou a cirurgia para a redução de estômago por meio do sistema de videolaparoscopia, no dia 24 de maio. Não teve nenhuma complicação.

A cirurgia foi feita na Clinica Campo Grande por meio de um convênio com o plano de saúde. No próximo dia 25, ela passou mal, foi para o CTI e passou por uma cirurgia de emergência na região do intestino. “O médico me explicou que ela teve dois grampos estourados”.

Conforme José, o médico Fabio continuou atendendo Jurema e pediu a ajuda de outro especialista em intestino. A funcionária pública Jurema ficou 20 dias se alimentando através de sondas e ficou debilitada. Os dois médicos pediram para as enfermeiras retirarem a sonda para ver o funcionamento do intestino dela.

Jurema não conseguia evacuar. Fabio explicou para José que o intestino dela não conseguia trabalhar sozinho. Pela terceira vez, Jurema passou por uma cirurgia, mas contraiu uma infecção generalizada. Ela ficou 49 dias internada e não resistiu.

José conta que a esposa pesava 127 quilos de tinha 1,62 metro de altura. “Ela reclamava do peso e queria fazer a cirurgia por estética. Alerto as pessoas que é uma cirurgia que exige cuidado. Quem quer fazer tem que pensar muito, conversar com a família e ver se realmente tem necessidade para não acontecer como ela, uma mulher nova com 29 anos. Tenho uma filha que até agora não entende muito a falta da mãe”.

Ele ressalta também que quando a esposa estava internada no CTI assistiu uma reportagem de televisão que outra jovem de 24 anos que era formada em jornalismo tinha falecido. “ O caso foi bem parecido com o dela. Fiquei assustado”.

A equipe de reportagem do Capital News tentou entrar em contato com o médico Fabio. O celular dele estava desligado e a recepcionista do escritório particular informou que ele estava de férias e fora do País. No sistema de consultas do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) não consta nenhuma denúncia contra ele.

A assessoria de imprensa explicou que quando uma paciente morre e a família acredita que houve erro médico ou negligência ela pode fazer um registro e gerar um protocolo de denúncia. O CRM/MS vai abrir uma sindicância.

José quer uma investigação. "Existem vários casos parecido com o dela e isso não pode continuar a acontecer. Essas cirurgias tem que ser feito com mais cuidado e cautela". Na certidão de obito consta na causa morte: choque séptico, infecção intra abdominal, fístulas entéricas e complicação gastroplastia. No dia 2 de janeiro de 2010, o médico Fabio submeteu a mesma cirurgia em outra paciente identificada como Alexandra Monteiro, de 37 anos, que também faleceu no procedimento pós-operatório.

Fonte: Alessandra Carvalho - Capital News (www.capitalnews.com.br)

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