Alcinopolis. Quinta-feira, 18 de Abril de 2019. Boa Tarde!

Campo Grande

Venezuelano pede emprego na rua em MS: Não tenho comida para meu filho mas quero trabalhar

Mesmo enfrentando dificuldades no Brasil, a família não quer voltar à Venezuela: "As pessoas se matam por um frango e às vezes uma fila para comprar arroz demora uma semana".

Uma foto tem circulado nas redes sociais de moradores de Campo Grande, desde a

última sexta-feira (8). Na imagem, um homem com um cartaz, pedindo uma oportunidade:

"Sou venezuelano, preciso trabalho ou uma ajuda, tenho 2 filhos".

 
Venezuelano vai a semáforo pedir trabalho para comprar comida para esposa e dois filhos, em Campo Grande. — Foto: Keila FloresVenezuelano vai a semáforo pedir trabalho para comprar comida para esposa e dois filhos, em Campo Grande. — Foto: Keila Flores

Venezuelano vai a semáforo pedir trabalho para comprar comida para

esposa e dois filhos, em Campo Grande. — Foto: Keila Flores

O G1 encontrou o homem, que há 10 meses deixou a Venezuela. Junior Alejando Fersaca,

de 23 anos, contou que o Brasil foi a saída para fugir da fome e das dificuldades que o seu país enfrenta.

Desde que chegou ao Brasil, viveu a maior parte do tempo nas ruas, com a esposa de 18 anos e

os dois filhos, um com 2 anos e um bebê de 8 meses de idade. Alejandro é pintor e a esposa é faxineira.

Sem saber como seria a vida da família em outro país, o casal vendeu a casa que tinha na Venezuela,

juntou todo o dinheiro e seguiu para Roraima, estado que se tornou a

porta de entrada de muitos conterrâneos de Junior.

Sem conseguir trabalho, se mudaram para o Amazonas e depois para o Mato Grosso, sempre vivendo nas mesma

condições que entraram no Brasil: "Não conseguíamos serviço e ficamos na rua com as 2 crianças,

sobrevivemos pela ajuda dos brasileiros" relata Stéfani Gregória Zambrano.

 
Venezuela e filho de 8 meses em Campo Grande. — Foto: Flávio DiasVenezuela e filho de 8 meses em Campo Grande. — Foto: Flávio Dias

Venezuela e filho de 8 meses em Campo Grande. — Foto: Flávio Dias

Há três dias na capital sul-mato-grossense e sem nada para comer, a família conseguiu

uma pequena casa, cedida por um morador. No local, de apenas 2 cômodos, eles

dividem a residência com o cubano Michel Arturo, cozinheiro, de 22 anos, que conheceu

em Cuiabá (MT) e juntos decidiram mudar para Campo Grande, em busca de uma vida melhor.

 
Família conseguiu uma pequena casa para recomeçara vida em Campo Grande. — Foto: Flávio DiasFamília conseguiu uma pequena casa para recomeçara vida em Campo Grande. — Foto: Flávio Dias

Família conseguiu uma pequena casa para recomeçara vida em Campo Grande. — Foto: Flávio Dias

Na casa, há apenas uma cama com um colchão e uma mala, com poucas peças de roupas,

dos 5 imigrantes. O fogão, que foi doado por uma vizinha, não tem botijão e a família

se alimenta com pequenas doações que conseguem no sinal de trânsito.

Stéfani conta que com toda a dificuldade, ainda prefere viver no Brasil,

pois a situação em seu país é de extrema preocupação.

 

"A gente tem que trabalhar um mês para conseguir comprar um frango.
Arroz, a gente não come e as crianças estão morrendo de fome.
Elas [crianças] não usam fraldas e não tomam leite " explica o G1.

 

De acordo com a jovem, ela já perdeu parte da família por conta da situação

econômica do país. Deixar tudo para trás, foi a única saída para não perder o marido e nem os filhos.

 

"As pessoas se matam por um frango e às vezes a fila demora até uma semana
para conseguir comprar um arroz. A situação lá está muito feia", lamenta.

 

O casal explica que o maior sonho é conseguir um trabalho e proporcionar aos filhos uma vida

com dignidade, "porque na Venezuela, realmente não dá para ficar". Referente ao Brasil,

a família reforça que é um país bastante acolhedor e acredita que terá oportunidades para construir uma nova história.

Por Flávio Dias, G1MS

Publicidade

Não deixe de ler


Nas Galerias de Fotos
  • Leilão em Prol do Hospital de Amor - Barretos-SP Leilão em Prol do Hospital de Amor - Barretos-SP
  • Palestras: 3º Seminário da Pecuária de Corte. Palestras: 3º Seminário da Pecuária de Corte.
  • 1ª Exposição Fotográfica das Famílias Pioneiras. 1ª Exposição Fotográfica das Famílias Pioneiras.
  • Cafundó: Trilheiros de Alcinópolis Cafundó: Trilheiros de Alcinópolis
  • Enlace matrimonial Enlace matrimonial "Chicão & Meire"
[+] Galerias de Fotos
Publicidade